Um
coelho e uma porta
Para
quem não viu pouco importa
Nesta
história que é tão portuguesa
Já
nasceu há tempos de forma torta
Não
é pintura nem natureza morta
Nem
sequer envolve nenhuma princesa.
Nem
Branca de Neve e os sete anões
Mas
sim,um lote de falsos profetas
Convenceram-te
como grandes aldrabões
Piores
que Ali-Babá e os quarenta ladrões
Que
só tramam o povo com as suas tretas.
Viu-se
um coelho a comer relvas até querer
Anda
com medo de perder seu grande tacho
Não
quer deixar Cavaco para poder aquecer
As
mãos e pés,quando o inverno acontecer
E
lavar as mãos como Pilatos,se for abaixo.
Neste
nosso rico e maravilhoso Portugal
Há
sempre quem ria,de quem fica a perder
Com
este governo de déspotas,que afinal...
Faz
o que faz,porque ninguém lhe quer mal
E
deixam andar,mesmo sem terem de comer.
São
os banqueiros a chupar até ao tutano
No
osso do pobre cada dia mais descoberto
Falam
da crise,levam-nos tudo em seu abono
Neste
país que há tempos está ao abandono
Por
garotos que trazem o caos como certo.
Os
anúncios que temos tido de progresso
Que
eles apregoam como se fossem apostas
Não
nos garantem que voltemos ao sucesso
Será
mais fácil ter o fascismo de regresso
Enquanto
andar o Coelho com a Porta às costas.
Arlete
Anjos
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