quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Um coelho e uma porta

Para quem não viu pouco importa
Nesta história que é tão portuguesa
Já nasceu há tempos de forma torta
Não é pintura nem natureza morta
Nem sequer envolve nenhuma princesa.

Nem Branca de Neve e os sete anões
Mas sim,um lote de falsos profetas
Convenceram-te como grandes aldrabões
Piores que Ali-Babá e os quarenta ladrões
Que só tramam o povo com as suas tretas.

Viu-se um coelho a comer relvas até querer
Anda com medo de perder seu grande tacho
Não quer deixar Cavaco para poder aquecer
As mãos e pés,quando o inverno acontecer
E lavar as mãos como Pilatos,se for abaixo.

Neste nosso rico e maravilhoso Portugal
Há sempre quem ria,de quem fica a perder
Com este governo de déspotas,que afinal...
Faz o que faz,porque ninguém lhe quer mal
E deixam andar,mesmo sem terem de comer.

São os banqueiros a chupar até ao tutano
No osso do pobre cada dia mais descoberto
Falam da crise,levam-nos tudo em seu abono
Neste país que há tempos está ao abandono
Por garotos que trazem o caos como certo.

Os anúncios que temos tido de progresso
Que eles apregoam como se fossem apostas
Não nos garantem que voltemos ao sucesso
Será mais fácil ter o fascismo de regresso
Enquanto andar o Coelho com a Porta às costas.

Arlete Anjos


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