Povo
acorrentado
Com
cravos vermelhos
Se
conquistou a liberdade
Crianças,novos
e velhos
Festejaram
com amizade.
Foi
implantada a democracia
Com
o 25 de Abril de 1974
a
Todo o povo sentiu alegria
Por
seu país ser libertado.
Quarenta
anos se passaram
Foram
anos de alguma sorte
Tantos
governos que entraram
Deixando-nos
perto da morte.
Cada
político que passar
Na
Assembleia por deputado
Por
mandato fica a ganhar
Reforma
sem ser reformado.
Todos
esses dividendos são
Aos
cofres do Estado tirados
E
o povo,o Zé que é mexilhão
Deixa
de receber ordenados.
Quantos
foram os deputados
Que
passaram por lá então
Desde
que foram instaurados
Os
decretos para escravidão.
Desemprego
passou a haver
Para
a maioria do português
Muitos
sem nada p´ra comer
Outros
emigram por sua vez.
Como
se pode viver neste país
Onde
a ditadura já regressou
Não
sejam piegas o coelho diz
E
quase todo o povo emigrou.
Aos
fim destes quarenta anos
Devíamos
todos compreender
Que
os nossos maiores tiranos
São
aqueles que estão no poder.
Pobre
país,estás amordaçado
Pelos
tiranos sem compaixão
Nada
serve o cravo encarnado
Só
se for para colocar no caixão.
Arlete
Anjos
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