Ouvem-se
gritos
Na
catacumbas da vida
a
sociedade anda perdida
os
gritos aflitos se confundem
com
aqueles que ainda se iludem.
São
os solavancos da inércia
desafiante
de cada peripécia
provocada
pela indiferença
de
quem acredita na diferença.
Dos
malandros que controlam
e
assim uns e outros isolam
traindo
a confiança do credulos
vão
insuflando alguns módulos.
Naquela
situação de horrores
transformam
alguns em estupores
atraindo-os
com aquele engodo
de
continuar a chafurdar no lodo.
Onde
a maldade se torna sacrilégio
e
as vantagens são um sortilégio
dos
que andam nas ruas soltas
em
que a sorte dá reviravoltas.
Pode
um dia levar ao lado oposto
e
aqueles que hoje dão o desgosto
amanhã
serem eles com assombro
a
cavar o seu próprio escombro.
Já
se sente o cheiro à distância
daqueles
que não dão importância
transportando
outros na sua teia
irão
cair como tordos em cadeia.
Na
lama que estão a afundar-nos
em
carne podre transformar-nos
vão
também sofrer as amarguras
tristes
que os levará às sepulturas.
Ouvem-se
os gritos aflitos daqueles
que
o sendo não querem ser eles
mostram
o contrário sem consciência
de
que o poder não são eles na essência.
Arlete
Anjos
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